O fato é que montar pedais não é e nem vai ser meu ganha pão. Se eu voltasse a o fazer com preços baixos, e peças de qualidade "normal", meu volume de encomendas voltaria a aumentar, eu provavelmente estouraria os prazos, e principalmente, perderia o prazer do hobbie. Sim senhores, eu me divirto fazendo os pedais. Para limitar o número de encomendas que pego, optei por me utilizar apenas de componentes high grade, em sua maioria importados (jacks neutrik, potenciômetros alpha, true bypass por 3pdt, resistores metal film, capacitores de alta qualidade, caixas hammond). Por fazer pedais em pequena quantidade, utilizar tais componentes tem duas conseqüências negativas: um tempo de espera maior que a média, e, obviamente, um preço mais alto.
Infelizmente (ao menos para nós, handmakers), no Brasil acabamos por criar uma cultura na qual os pedais feitos a mão são vistos como meras cópias baratas dos projetos "originais", tornando o mercado bastante difícil. Basta comparar os preços de qualquer pedal handmade estrangeiro com os nacionais. Mesmo com esta grande barreira, pretendo firmar a Collateral como uma marca (talvez um "alias", por eu ser o único responsável pelos pedais) séria, com preços justos tanto para os clientes quanto para mim, em vista da qualidade oferecida.
Dentre as várias mudanças pelas quais a Collateral está passando, estão, além do uso exclusivo destes componentes de alta qualidade, a priorização da venda e divulgação de meus próprios projetos (ainda farei clonagens ou customizações em pedais, mas não serão mais o meu foco de trabalho), a criação de uma waitlist para os compradores, para evitar atrasos com as encomendas, além da atualização constante deste blog com informações não somente sobre a Collateral, como também a utilização correta de pedais, alguns tutoriais para handmakers iniciantes entre diversos outros conteúdos.
Espero que acompanhem o blog!
Atenciosamente,
Guilherme Ribeiro Nunes
(ps.: contatos por guilhermecollateral@gmail.com)